quinta-feira, 25 de julho de 2013

Pode ouvi-los? Vozes nas suas vozes, sonhos nos seus sonhos, ódio no seu amor...
É como se... o que fosse eu mesmo já tivesse partido a muito tempo, e o que sobra são eles:
O fogo, as trevas e a arrogância, falando entre sí, falando com outros, comandando o cadáver que sobrou depois da guerra.
É um problema? Quero dizer... a sociedade é tão errada e mal... 
Será que o mal que traz o bem, no final, justifica-se?
Ou será que o fogo do inferno é o que existe para essas pessoas com a alma em trevas?

Se for, a única coisa que me resta é esperar o toque da morte e abraçar a dor do fogo como algo novo e torcer para que Deus me preserve morto como sou agora...

Porque se eu continuar tão insensível, mesmo no fogo do inferno, posso ter uma chance de descansar mesmo nas chamas.
Como eu queria dar adeus à essa dúvida. 
Estamos tão cansados. Todos estamos. Nós quatro.

Mas temos que continuar empurrando, lutando, fingindo, sangrando... 
Sem razão.

Sem motivo.

Sem sonhos.

Sem planos.

Vazios.

Porque é nosso problema, são nossas feridas, só nossas e de ninguém mais.

Ninguém te ouve chorando, Zamiel, ninguém se compadece do demônio ou se dobra à ajuda ao filho da luz.

Carrega para o túmulo sua dor, Oh Enviado de Deus